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Relevância da assessoria de imprensa em tempos de IA mudou: ficou ainda maior e mais significativa

  • 7 de jul.
  • 2 min de leitura

Não faz muito tempo, mas parece uma eternidade: antigamente era só digitar um termo nas ferramentas de pesquisa – como o Google – para ter um retorno de inúmeros sites que falavam do assunto. Hoje essa mecânica mudou: ao digitar uma palavra, questionamento ou informação, quem traz a “resposta” é uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA). Não é preciso mais clicar em sites para ter um retorno rápido e eficaz. Parece uma mudança pequena, mas isso impactou profundamente a forma como se faz assessoria de imprensa atualmente. A reputação agora também é medida pelas IAs.


Muitas pessoas que trabalham na área já utilizam Inteligência Artificial em sua rotina. Cerca de 42% dos jornalistas utilizam essas ferramentas, de acordo com levantamento da Cision 2024 State of the Media Report. Outros profissionais, no entanto, estão com medo de que as IAs generativas tirem seus empregos.  A verdade é que a disseminação da Inteligência Artificial tem comprovado que a assessoria de imprensa nunca foi tão relevante quanto agora.


As pesquisas que as ferramentas de IA fazem sempre devolvem conteúdos, em sua maioria, provenientes de veículos de relevância e credibilidade. Isso significa que a mídia espontânea – carro-chefe das assessorias – segue ainda mais importante em tempos de mudanças digitais tão profundas. No entanto, os clippings – como são comumente chamadas as matérias que a assessoria consegue na imprensa – precisam ser vistos com um olhar cauteloso.


Com a queda no número de veículos, o enxugamento de redações e as mudanças na forma como as pessoas consomem conteúdo ter um relatório gigantesco cheio de links não deve ser mais a meta dentro das agências. Atualmente, não é mais possível nem relevante oferecer aos clientes apenas uma infinidade de links de matérias da imprensa. Eles seguem essenciais, mas não podem ser a única solução, pois não medem sozinhos percepção, autoridade e presença digital. O que se pede hoje, na área, é um olhar cada vez mais estratégico e analítico para conseguir resultados que conversem com tantas mudanças na forma de comunicação.


Uma busca nas ferramentas de pesquisa, atualmente, devolve um “resumo” de como o cliente é visto: e isso inclui redes sociais, mídia espontânea, posicionamento da marca, conteúdos institucionais, entre outros.


Por isso, a assessoria de imprensa tornou-se, mais do que nunca, um trabalho integrado e essencial para aqueles que querem construir e manter uma boa reputação. É a assessoria que, com seu trabalho de formiguinha, vai ajudar a construir esse “resumo” ideal do cliente. E isso se faz com estratégia: essa palavrinha simples é algo que nunca vai sair de moda.

 
 
 

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